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Legislação altera regras de registro civil

           

                                                                                                                                                                22/11/2017

 

              A Corregedoria  Nacional de Justiça (CNJ) publicou o Provimento 63  que alterou as regras para emissão de registros civis. Seguem abaixo algumas alterações trazidas pela norma.

 

 

             _ Nas  certidões de nascimento, de casamento e de óbito será obrigatório constar o CPF.

 

            _ A naturalidade da criança poderá ser escolhida, não sendo mais necessário ser no local de nascimento. 

 

            _ Na gestação por substituição (barriga de aluguel) não constará o nome da doadora temporária de útero.

 

            _ No registro de filhos de produção assistida não constará mais o nome do doador.

 

           _  O reconhecimento voluntário de paternidade e maternidade socioafetivo para pessoas de qualquer idade e que apenas por decisão judicial poderá ser desconstituído.

 

           _ O casamento civil das pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento como família sem constar referência à ascendência materna ou paterna. 

 

 

 

           Segue o link da norma: 

 

           http://cnj.jus.br/busca-atos-adm?documento=3380

 

 

 

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Recurso para a 1ª fase do Exame da OAB

 

                                                                                                                                                            20/11/2017

 

            Ontem foi realizado o XXIV Exame da OAB, etapa super importante na carreira do advogado. Fazemos uma faculdade difícil, por no mínimo 5 anos, e se não conseguirmos passar na prova, continuamos apenas bacharéis... Não podemos advogar.                 

 

             Na minha primeira fase do exame da OAB eu consegui apenas 38 pontos, não fiz a pontuação necessária para a aprovação imediata. Na época estudava no @cursoforum e não desanimei! Matriculei-me na segunda fase de Tributário com o querido Mestre @pedrobarrettoportalf3 e entrei com recurso. Comecei confiante a estudar apenas tributário, imaginando que conseguiria os 2 pontos... e consegui!! Se você ainda não conseguiu a pontuação necessária, não desanime! É muito importante o pensamento positivo e, claro, agir para que as coisas aconteçam!

 

            Assim decidi escrever este artigo incluindo os links da prova, do gabarito preliminar e das questões de direito tributário com os dispositivos legais que justificam as respostas.

 

          Não desanimem, recorram de todas as questões que entenderam que o gabarito preliminar não está correto, afinal de contas, recorrer faz parte do trabalho do advogado, assim além de lutar pelo seu direito, já se prepara para ser um bom profissional.

           

           A Fundação Getúlio Vargas (FGV) costuma fazer provas com enunciados longos e mistura os diversos ramos de direito. Esta prova não foi diferente, muitos não gostam deste estilo de prova, apesar de ser um pouco mais difícil, prepara o aluno para ser um profissional de destaque no mercado, já que as áreas jurídicas interagem.

Em relação ao Direito Tributário, as questões trataram de temas importantes para o exercício profissional, como execução fiscal, domicílio, taxa, IPTU e CDA.

 

           Seguem abaixo as questões de Direito Tributário da prova amarela, o gabarito preliminar e as justificativas legais.       

 

 

 

 

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      Gabarito:  B - Artigo 127 do CTN

 

                 

                                                        Domicílio Tributário

 

        Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considera-se como tal:

        I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade;

        II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento;

        III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território da entidade tributante.

        § 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação.

 

 

       

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            Gabarito: D - Artigo 177 do CTN

 

             

       Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é extensiva:

 

        I - às taxas e às contribuições de melhoria;

 

 

             

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            Gabarito: B - Jurisprudência

 

 

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               Gabarito: B - Artigo 123 do CTN

 

                 Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.

 

 

 

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          Gabarito: C - Súmula 660 do STJ 

 

          Súmula 660 STJ


A decretação da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do artigo 185-A do CTN, pressupõe o exaurimento das diligências na busca por bens penhoráveis, o qual fica caracterizado quando infrutíferos o pedido de constrição sobre ativos financeiros e a expedição de ofícios aos registros públicos do domicílio do executado, ao Denatran ou Detran.           

 

 

   Caso necessitem de orientação para recursos e treinamento para o Exame da  OAB, acessem http://ericamenezes.com.br/oab e entrem em contato por email: erica@ericamenezes.com.br.                           

 

 

               Gabarito Preliminar da FGV:

https://dpmzos25m8ivg.cloudfront.net/627/85320_Gabaritos%20Preliminares%20da%20Prova%20Objetiva%20(1%C2%AA%20fase).pdf

 

               Link da FGV com todas as provas do XXVI Exame da OAB:

http://oab.fgv.br/NovoSec.aspx?key=bneFoqf4wEg=&codSec=5142

 

 

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Ética Profissional no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil

 

                                                                                                                                                                   18/11/2017

                     

                Amanhã acontecerá mais um Exame da Ordem dos Advogados do Brasil e nesta primeira fase caem diversas matérias que devem estudadas, mas há uma disciplina em especial que o estudante deve se dedicar mais, trata-se de Ética Profissional do Advogado.

 

                A matéria é composta de 3 diplomas legais: 

 

                _ Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) 

 

                _ Código de Ética e Disciplina

 

                _ Regulamento Geral 

 

 

          Como o direito tem constantes alterações aconselho sempre baixar o Estatuto no site do Planalto:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8906.htm . 

 

                 Para os outros diplomas, Código de Ética e Disciplina, e Regulamento Geral o ideal é baixar do próprio site do Conselho Federal da OAB na aba Normas: http://www.oab.org.br/

 

                  A matéria Ética Profissional, além de ser super importante representa 10% da prova e 20% do necessário para a sua aprovação. O custo benefício é excelente, já que se trata de pouca matéria com muitas questões, comparando com outras matérias.

 

                 As alterações recentes no Estatuto e no Código de Ética e Disciplina podem cair no exame.

 

                 Seguem abaixo os temas mais recorrentes nas provas de acordo com cada legislação.

 

 

                 1- Código de Ética e Disciplina

 

                 _ Publicidade 

 

                 _ Honorários

 

                 _ Relação com clientes

 

                 _ Sigilo Profissional

 

                 _ Regras Deontológicas 

 

                 _ Processo Disciplinar 

 

 

                 2- Regulamento Geral 

 

                 _ Atividade de Advocacia

 

                 _ Estágio 

 

                _ Advocacia Pública 

 

               _ Direitos e Prerrogativas 

 

              _ Inscrição da OAB 

 

 

              3- Estatuto da Advocacia 

 

               _ Direitos dos Advogados

 

               _ Inscrição da OAB 

 

               _ Sociedade de Advogados

 

               _ Infrações e sanções disciplinares

 

               _ Incompatibilidade e impedimentos

 

               _ Advogado empregado

 

               _ Ética do Advogado

 

               _ Conselho Federal

 

               _ Processo Disciplinar 

 

 

              Leia os temas na legislação antes do exame amanhã pois vai estar mais fresco na memória e assim deixar você mais próximo de conseguir sua aprovação na OAB. 

 

             E lembre-se: calma... Sem calma, nada é possível. Comece a prova pelas matérias que você acha que sabe mais, vai marcando aos poucos o gabarito, siga a sua intuição e BOA SORTE!! 

 

           

 

              Acesse http://www.ericamenezes.com.br/oab 

 

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             A Medida Provisória 808 que altera a Reforma Trabalhista

 

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             A reforma trabalhista já foi reformada! Mal entrou em vigor no sábado, dia 11/11/2017 e ontem foi publicada a Medida Provisória (MP) 808 que trata de temas importantes e que alterou diversos dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

             Segue um breve resumo de alguns pontos da MP: 

 

             _ A gestante pode atuar em local com insalubridade mínima ou média quando voluntariamente apresentar atestado.

 

             _ O parâmetro para indenização por dano moral variando de 3 a 50 vezes o teto do INSS.

 

             _ A jornada 12 x 36 horas negociada por convenção ou acordo coletivo.

 

             _ A data de validade para a quarentena de 18 meses nos casos de migração de contrato por prazo determinado para intermitente. 

 

 

             Leia a MP 808 na íntegra publicada no Diário Oficial da União no link abaixo.

 

             https://www.poder360.com.br/wp-content/uploads/2017/11/dou-extra-mp-reforma-trabalhista-14nov2017.pdf      

 

 

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A Constituição e o Código Florestal             

 

                                                                                                                                     07/11/2017

 

 

         Amanhã o STF julgará 5 (cinco) ações cujo tema é o Código Florestal. Desde a sua promulgação a norma foi duramente criticada pelos ambientalistas por entenderem ser um retrocesso.

 

             Apenas uma das ações pede pela constitucionalidade, a Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) 42. As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs)  4.901, 4.902, 4.903 e 4.937, questionam a inconstitucionalidade de muitos artigos do código por “violarem os deveres de vedar qualquer utilização do espaço territorial especialmente protegido que comprometa a integridade dos atributos que justificam a sua proteção, de preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais, de proteger a diversidade e a integridade do patrimônio genético e o dever de proteger a fauna e a flora.”  

 

            Seguem abaixo os temas de cada uma das ADIs.

 

 

 

 

ADI 4901

 

TEMA DO PROCESSO

  1. Tema
    1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, proposta pela procuradora-geral da República, tendo por objeto os artigos 12, §§ 4º, 5º, 6º, 7º e 8º; 13, §1º; 15; 48, §2º; 66, §§ 3º, 5º, incisos II, III e IV, e § 6º; e 68, todos do novo Código Florestal. 

    2. A parte requerente alega, em síntese: 1) a "inconstitucionalidade da redução da reserva legal em virtude da existência de terras indígenas e unidades de conservação no território municipal"; 2) a "inconstitucionalidade da dispensa de constituição de reserva legal por empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto, bem como por detentores de concessão, permissão ou autorização para explorar energia elétrica e nas áreas adquiridas ou desapropriadas para implantação e ampliação da capacidade de ferrovias e rodovias"; 3) a "inconstitucionalidade da permissão de instituição de servidão ambiental, na forma prevista no art. 13, § 1°, da Lei na 12.651/12"; 4) a "inconstitucionalidade da autorização para cômputo de áreas de preservação permanente no percentual de reserva legal"; 5) que "deve ser dada interpretação conforme a Constituição ao art. 28 da Lei 12.651/12, para que seja interpretado para abranger todas as formas de subutilização ou má utilização da propriedade, ou seja, área abandonada. subutilizada ou utilizada de forma inadequada, nos termos dos §§ 3° e 4° da Lei n° 8.629/1993"; 6) a "inconstitucionalidade da permissão do plantio de espécies exóticas para recomposição da reserva legal"; 7) a "inconstitucionalidade da compensação da reserva legal sem que haja identidade ecológica entre as áreas, e da compensação por arrendamento ou pela doação de área localizada no interior de unidade de conservação a órgão do poder público"; 8) a inconstitucionalidade do art. 68, que prevê "a consolidação das áreas que foram desmatadas antes das modificações dos percentuais de Reserva Legal, principalmente aquelas ocorridas a partir de 1996, por meio de medidas provisórias".

 

 

 

ADI 4902

 

TEMA DO PROCESSO

  1. Tema
    1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, proposta pela procuradora-geral da República, tendo por objeto os artigos 7º, §3º; 59, §§4º e 5º; 60; 61-A; 61-B; 61-C; 63; 67 e 78-A, todos do novo Código Florestal. 

    2. A parte requerente sustenta a existência das seguintes inconstitucionalidades: 1) permissão de novos desmatamentos sem que haja a recuperação dos já realizados irregularmente; 2) suspensão imediata das atividades realizadas em área de Reserva Legal desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008, por entender que o dispositivo legal isenta os desmatamentos irregulares ocorridos antes dessa data; 3) estabelecimento de imunidade à fiscalização e anistia de multas; 4) dispositivos que permitem a consolidação de danos ambientais decorrentes de infrações à legislação de proteção às áreas de preservação permanentes, praticados até 22 de julho de 2008; 5) do art. 67, que "concede um completa desoneração do dever de restaurar as áreas de reserva legal, premiando injustificadamente aqueles que realizaram desmatamentos ilegais"; 6) do art. 78-A, por entender que "o dispositivo em vigor, ao prever que, mesmo após a injustificada moratória de 05 (cinco) anos, bastará estar inscrito no Cadastro Ambiental Rural para ter livre acesso ao crédito agrícola".

 

 

ADI 4903

 

TEMA DO PROCESSO

  1. Tema
    1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela procuradora-geral da República, tendo por objeto os artigos 3º, VIII, 'b', IX, XVII, XIX e parágrafo único; 4º, III, IV, §§ 1º, 4º, 5º e 6º; 5º; 8º, § 2º; 11 e 62, todos do novo Código Florestal. 

    2. A parte requerente alega, em síntese: 1) que não há qualquer justificativa razoável para permitir degradação de áreas de preservação permanente para atividades recreativas, visto que, para essas, em regra, é possível encontrar alternativas locacionais adequadas; 2) que é completamente desarrazoada a permissão de intervenção em APP para gestão de resíduos, ou seja, para a instalação de aterros sanitários; 3) que a permissão genérica para atividades de aquicultura em áreas de preservação permanente descaracteriza o regime de proteção de tais espaços territoriais e viola o dever geral de proteção ambiental previsto no art. 225 da Constituição; 4) a inconstitucionalidade do § 2º do art. 8º, que "permite a intervenção em mangues e restingas para implementação de projetos habitacionais"; 5) a necessidade de ser dada interpretação conforme a Constituição ao § 5º, art. 4º da Lei 12.651/12 - que permite o uso agrícola das várzeas -, para que a norma excepcional seja aplicada somente para comunidades tradicionais (vazanteiros), não se justificando sua adoção de forma geral"; 6) que "os enunciados normativos da Lei 12.651/12, que tratam de proteção das nascentes, devem ser interpretados conforme a Constituição, garantindo-se a proteção ciliar tanto para as nascentes perenes, como para as intermitentes, definidas como 'olhos d'água' na lei impugnada"; 7) a inconstitucionalidade da extinção das áreas de preservação permanente no entorno de reservatórios artificiais que não decorram de barramento de cursos d'água e das áreas de preservação permanente no entorno de reservatórios naturais e artificiais com superfície de até 1 hectare; 8) a "ausência de previsão legal de padrão mínimo de proteção para as áreas de preservação permanente dos reservatórios artificiais"; 9) a existência de "retrocesso ambiental quanto às áreas de preservação permanente dos reservatórios d'água artificiais para abastecimento e geração de energia elétrica"; 10) a necessidade de interpretação conforme a Constituição ao art. 11 da Lei 12.651/12 para que seja admitido nas áreas com inclinação entre 25° e 45° apenas o manejo florestal sustentável"; 11) a necessidade de que "o termo leito regular seja compreendido como leito maior, na forma anteriormente prevista pela legislação"; 12) a "impossibilidade de equiparar o tratamento dado à agricultura familiar e às pequenas propriedades ou posse rurais familiares àquele dirigido às propriedades com até 04 módulos fiscais".

 

 

ADI 4937

 

TEMA DO PROCESSO

  1. Tema
    1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pelo Partido Socialista e Liberdade/PSOL, tendo por objeto os arts. 3º, VIII, 'b'; 7º, §3º; 13, §1º; 44; 48, §2º; 59, §§ 2º, 4º e 5º; 60; 61-A; 61-B; 61-C; e 63, todos do novo Código Florestal. 

    2. A parte requerente alega, em síntese: 1) a "necessidade de que haja uma interpretação conforme a Constituição, para excluir as expressões 'gestão de resíduos' e 'instalações necessárias à realização de competições esportivas estaduais, nacionais ou internacionais' do conceito de utilidade pública"; 2) que a "cota de reserva ambiental e a servidão ambiental não estão em conformidade com o disposto no art. 225 caput e §1º, I e III"; 3) ao permitir novas autorizações de supressão de vegetação para os proprietários de imóveis que suprimiram vegetação localizada em área de preservação permanente e não promoveram a sua recomposição, o § 3º do art. 7º incide em inconstitucionalidade material, uma vez que, na forma do art. 225, § 1º, I, incumbe ao Poder Público a 'preservação e restauração dos processos ecológicos essenciais'; 4) os dispositivos impugnados anistiam "todos os proprietários que cometeram crimes ambientais relativos à supressão irregular de vegetação em Áreas de Preservação Permanente, de Reserva legal e de uso restrito, desde que tais crimes tenham sido cometidos até o dia 22/07/2008"; e 5) os dispositivos impugnados, ao permitirem "a continuidade das condutas lesivas ao meio ambiente em áreas consolidadas dentro das áreas de preservação permanente, afrontam o dever preservação e restauração dos processos ecológicos essenciais".

 

 

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Multas para Bicicletas e Pedestres

 

                                                                                                                                                        01/11/2017

                                                                                                                                                        

            Foi editada uma nova regulamentação sobre bicicletas e pedestres que torna possível multar estes grupos por infrações cometidas no trânsito.  A Resolução CONTRAN nº 706 de 2017 não trouxe novas possibilidades de multas, apenas dispôs sobre a padronização dos procedimentos administrativos na lavratura de auto de infração, na expedição de notificação de autuação e de notificação de penalidades por infrações de responsabilidade de pedestres e de ciclistas, expressamente mencionadas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

           

            Os artigos 254 e 255 tratam das proibições a pedestres e ciclistas, respectivamente, seguem abaixo.

 

 

LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997.

 

...

Institui o Código de Trânsito Brasileiro.

 

Art. 254. É proibido ao pedestre:

        I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido;

        II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exista permissão;

        III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim;

        IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trânsito, ou para a prática de qualquer folguedo, esporte, desfiles e similares, salvo em casos especiais e com a devida licença da autoridade competente;

        V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea;

        VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica;

        Infração - leve;

        Penalidade - multa, em 50% (cinqüenta por cento) do valor da infração de natureza leve.

        ....

        Art. 255. Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59:

        Infração - média;

        Penalidade - multa;

        Medida administrativa - remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa.

 

 

 

            As multas aos pedestres terão o valor de R$R$44,19 e as dos ciclistas chegarão a R$130,16.

 

            O artigo 280 do CTB trata do processo administrativo e da autuação que deve ser adaptada na ocasião da infração, no que for possível. Dispõe também sobre quem é competente para lavrar a multa, que poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência. Segue abaixo.

 

 

 

CAPÍTULO XVIII
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Seção I
Da Autuação

        Art. 280. Ocorrendo infração prevista na legislação de trânsito, lavrar-se-á auto de infração, do qual constará:

        I - tipificação da infração;

        II - local, data e hora do cometimento da infração;

        III - caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e outros elementos julgados necessários à sua identificação;

        IV - o prontuário do condutor, sempre que possível;

        V - identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou equipamento que comprovar a infração;

        VI - assinatura do infrator, sempre que possível, valendo esta como notificação do cometimento da infração.

        § 1º (VETADO)

        § 2º A infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade ou do agente da autoridade de trânsito, por aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN.

        § 3º Não sendo possível a autuação em flagrante, o agente de trânsito relatará o fato à autoridade no próprio auto de infração, informando os dados a respeito do veículo, além dos constantes nos incisos I, II e III, para o procedimento previsto no artigo seguinte.

        § 4º O agente da autoridade de trânsito competente para lavrar o auto de infração poderá ser servidor civil, estatutário ou celetista ou, ainda, policial militar designado pela autoridade de trânsito com jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência.

 

 

 

           A norma entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação, que se deu em 27/10/2017. Assim passa a valer em 2018 e os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito deverão adequar seus procedimentos.

 

            A Resolução ressalta ainda que o destino da arrecadação deverá ser aplicada exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação no trânsito, de acordo com artigo 320 do CTB. Sendo 5% do valor das multas deverá ser depositado em conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação no trânsito.

 

            A legislação em alguns pontos deve suscitar divergência, como a parte que trata dos ciclistas que andarem de “forma agressiva”... 

 

          Será ótimo se os valores arrecadados forem destinados a construção de novas ciclovias, já que temos poucas nas cidades e andar de bicicleta traz vários benefícios, para os ciclistas e para o planeta: ajuda a preservar o meio ambiente, melhora o trânsito por ter menos veículos nas ruas e ainda ajuda a melhorar a saúde! 

 

           Segue o link da Resolução CONTRAN nº 706/2017:

 

           https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=351899

 

 

 

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Decreto facilita a preservação e recuperação ambiental através de conversão de multas

 

 

                                                                                                                                                              28/10/2017

             

             O Decreto n. 9.179 de 2017 assinado pelo Presidente Temer no dia 20 de outubro  foi muito criticado por dar desconto de até 60% aos infratores ambientais, mas não se trata de anistia como foi noticiado. Anistia é o perdão da dívida e o decreto não perdoa as multas, apenas regulamenta e complementa importante dispositivo legal.

 

               A Lei nº 9.605 de 1998 que trata dos crimes ambientais já previa a conversão de multa em serviços de preservação, melhoria e recuperação ambiental, conforme artigo disposto abaixo.

 

 

                                               LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998.

 

                                                                            Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e                                                                                                      atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.

                                               “Art. 72. As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções, observado o                                                                disposto no art. 6º:

 

            ...

            II - multa simples;

 

            ...

§ 4° A multa simples pode ser convertida em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.”

 

 

               Havia um decreto de 2008 que dispunha sobre o tema, mas em 2012 o IBAMA suspendeu sua aplicação por ser não ser satisfatório. Assim, a medida era uma antiga luta dos ambientalistas. O decreto prevê a conversão de até 60% dos valores das multas, conforme artigos abaixo.

 

 

 

DECRETO Nº 9.179, DE 23 DE OUTUBRO DE 2017

 

                                                                        Altera o Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e                                                                                sanções administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo                                                                            federal para apuração destas infrações, para dispor sobre conversão de multas.

 

                                    ...

Art. 142-A.  O autuado, ao pleitear a conversão de multa, deverá optar:

 

I - pela implementação, por seus meios, de serviço de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, no âmbito de, no mínimo, um dos objetivos previstos nos incisos I a VII do caput do art. 140; ou

 

II - pela adesão a projeto previamente selecionado pelo órgão federal emissor da multa, na forma estabelecida no art. 140-A, observados os objetivos previstos nos incisos I a VII do caput do art. 140.

 

§ 1o  Na hipótese prevista no inciso I do caput, o autuado respeitará as diretrizes definidas pelo órgão federal emissor da multa, o qual poderá admitir a participação de mais de um autuado na elaboração e na execução do projeto.

 

§ 2o  Na hipótese prevista no inciso II do caput, o autuado outorgará poderes ao órgão federal emissor da multa para escolha do projeto a ser contemplado.” (NR)

 

Art. 143.  O valor dos custos dos serviços de preservação, conservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente será igual ou superior ao valor da multa convertida.

 

§ 1o  Independentemente do valor da multa aplicada, o autuado fica obrigado a reparar integralmente o dano que tenha causado.

 

§ 2o  A autoridade ambiental, ao deferir o pedido de conversão, aplicará sobre o valor da multa consolidada o desconto de:

 

I - trinta e cinco por cento, na hipótese prevista no inciso I do caput do art. 142-A; ou

 

II - sessenta por cento, na hipótese prevista no inciso II do caput do art. 142-A.”

 

 

              O orçamento do Ministério do Meio Ambiente é de apenas 600 milhões e o Decreto vai possibilitar a colocação de 6 bilhões em projetos ambientais Com a medida, os recursos irão para projetos ambientais, escolhidos através de edital que visa promover a recuperação ambiental de áreas degradas, como por exemplo as subbacias do Rio São Francisco, entre outras.

 

               Segue abaixo o link da Lei de Crimes Ambientais.

 

                        http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm

 

                 Segue o link do Decreto nº 9.179 de 2017.

 

                        http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Decreto/D9179.htm

 

 

arma hediondo.jpg

 

Nova lei tornam crimes hediondos a posse e porte de arma de uso restrito e os crimes de genocídio.

 

                                                                                                                                                                            27/10/2017

 

             A Lei 13.497 de 2017 foi sancionada e traz importantes alterações na Lei de Crimes Hediondos, nº 8.072 de 1990. A norma inclui no rol de crimes hediondos a posse e porte de arma de uso restrito e os crimes de genocídio. Segue abaixo. 

 

          

Lei nº 13.497, de 26 de outubro de 2017.

 

           Altera a Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito no rol dos crimes hediondos.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1o O parágrafo único do art. 1o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação: 

“Art. 1o ...................................................................

........................................................................................

 

Parágrafo único. Consideram-se também hediondos o crime de genocídio previsto nos arts. 1o2o e 3o da Lei no 2.889, de 1o de outubro de 1956, e o de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no art. 16 da Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, todos tentados ou consumados.” (NR)

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Ver tópico

Brasília, 26 de outubro de 2017; 196o da Independência e 129o da República.

 

MICHEL TEMER

Torquato Jardim

Grace Maria Fernandes Mendonça

Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.10.2017

 

       

           Em relação a posse ou porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, a  legislação  considera arma de uso restrito aquela que pode ser usada pelas Forças Armadas, por algumas instituições de segurança e por pessoas físicas ou jurídicas habilitadas e autorizadas pelo Exército, como metralhadoras, fuzis e algumas carabinas e pistolas de determinado calibre da munição. 

 

           Segue abaixo o artigo 16 da Lei nº 10.826 de 2003, incluído no rol de crimes hediondos. 

 

 

 

LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.

 

Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá outras providências.

 

 

Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito

 

        Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

 

        Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

 

        Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:

 

        I – suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato;

        II – modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou juiz;

        III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar;

        IV – portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou adulterado;

        V – vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; e

        VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo.

 

 

 

         

 

          A Lei nº 2.889 de 1956 que trata do genocídio, artigos 1º, 2º e 3º,  foram incluídos também na Lei dos Crimes Hediondos, segue abaixo. 

 

 

 

LEI Nº 2.889, DE 1º DE OUTUBRO DE 1956.

 

 

                                                                                              Define e pune o crime de genocídio.

 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 

Art. 1º Quem, com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal:

 

a) matar membros do grupo;

b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo;

c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial;

d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo;

e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo;

Será punido:

 

Com as penas do art. 121, § 2º, do Código Penal, no caso da letra a;

Com as penas do art. 129, § 2º, no caso da letra b;

Com as penas do art. 270, no caso da letra c;

Com as penas do art. 125, no caso da letra d;

Com as penas do art. 148, no caso da letra e;

Art. 2º Associarem-se mais de 3 (três) pessoas para prática dos crimes mencionados no artigo anterior:

Pena: Metade da cominada aos crimes ali previstos.

Art. 3º Incitar, direta e publicamente alguém a cometer qualquer dos crimes de que trata o art. 1º:

Pena: Metade das penas ali cominadas.

§ 1º A pena pelo crime de incitação será a mesma de crime incitado, se este se consumar.

§ 2º A pena será aumentada de 1/3 (um terço), quando a incitação for cometida pela imprensa.

 

 

              De acordo com a lei de crimes hediondos, os crimes são incuscetíveis de anistia, graça e indulto, além de fiança; o regime inicial deverá ser o regime fechado; a progressão de regime será apenas após o cumprimento de 2/5 da pena, se primário e 3/5, se reincidente; a prisão temporária terá o prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade.  Ainda prevê que presídios de segurança máxima federal para os condenados de alta periculosidade, cuja permanência estabelecimentos prisionais estaduais coloque em risco a ordem ou incolumidade pública. 

 

 

           Seria ótimo se incluíssem no rol de crimes hediondos a corrupção, que não mata apenas uma pessoa mas milhares de pessoas com falta de remédios, aumento de violência, etc.

 

 

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           O Supremo Tribunal Federal e o direito dos homens homossexuais de doar sangue

 

                                                                                                                                                                    25/10/2017

           

            O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará hoje diversas ações com temas muito importantes, entre elas a ADI 5543 que trata da proibição de doação de sangue por homens homossexuais por um período de 12 meses a partir da última relação sexual. A ação questiona normas do Ministério Público e Anvisa. 

 

             O relator, Ministro Edson Fachin, julgou as normas inconstitucionais, por considerar que impõem tratamento não igualitário injustificável, ferindo princípios constitucionais importantes como o Princípio da Igualdade. 

 

             Outro tema relevante é tratado na ADI 5595 e questina a Emenda Constitucional 86/2015 que alterou o orçamento impositivo da sáude. O Minstro relator deferiu liminar para suspender a eficácia dos artigos artigos 2º e 3º da emenda e a decisão  será submetida a referendo do Plenário.A ação solicita a suspensão da reducçaõ do financiamento federal para o setor, mediante piso anual progressivo para o custeio pela União. 

 

 

            Segue o link com apauta dos julgamentos de hoje no STF: 

 

            http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=359876

 

 

 

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 Enunciados sobre a Reforma Trabalhista 

 

 

                                                                                                                                                         24/10/2017             

 

No dia 19 de outubro de 2017 a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) divulgou uma lista de Enunciados aprovados no Fórum Nacional de Processo Trabalhista. 

 

             Os Enunciados visam esclarecer alguns pontos e até formalizar posicionamento contrário à Reforma Trabalhista que foi muito questionada em diversos pontos, como a previsão de negociar a jornada de 12 horas por 36 horas de descanso por acordo individual. 

 

             Outro tema muito questionado diz respeito à segurança do trabalho, já que a reforma dispõe que a insalubridade pode ser tratada por acordo coletivo, o que alguns acrediram ser incontitucional por ferirem princípios da Constituição Federal e contra as Convenções da Organização Internacional do Trabalho.

 

             Essas normas visam interpretar a reforma trabalhista e foram elaborados por comissão formada por Magistrados, Advogados e Ministério Público do Trabalho. Os Enunciados não são vinculativos, ou seja, não são obrigatórios. 

                    

             Leia abaixo a lista completa de todos os Enunciados 🖋

 

             http://www.trt3.jus.br/acs/documentos/14%20-%20FNPT-FINAL%20-%20enunciados%20aprovados%20e%20revisados.pdf

 

             

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Trabalho Análogo ao Escravo

 

 

                                                                                                                                                               20/10/2017

 

        O Presidente Temer editou em 13/10/2017 a Portaria MTB nº 1.129, que dificulta o combate ao trabalho análogo ao escravo. A norma é considerada um retrocesso e visa atender a bancada parlamentar ruralista. 

 

        A Portaria fere o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, base da nossa Constituição e também a Convenção 81 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), além de ser crime disposto no Código Penal. 

 

        O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Federal (MPF) já recomendaram a revogação da Portaria por ferir preceitos constitucionais e internacionais. 

 

        A Procuradoria-Geral da República(PGR) abriu um procedimento formal, elaborando uma  "recomendação” dirigida ao Ministro do Ronaldo Nogueira, de nº 38/2017 , sugerindo a revogação por vício de legalidade. A recomendação fixa um prazo para que a recomendação seja acatada em 10 (dez) dias.

 

         Infelizmente ainda temos muitas pessoas que vivem nessas condições, apesar da escravatura ter sido abolida totalmente no Brasil em 1.888.

         

         Seguem abaixo os links da Portaria e da Recomendação.

 

Portaria MTB nº 1.129:  https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=351466 

 

Recomendação nº 38/2017 : 

 

http://www.mpf.mp.br/pgr/documentos/DocumentoPRDF00054731_2017.pdf